De Tribo para Tribo
Postado por:
Veridiana M
01/09/2010 10:51
Alunos solidários, alunos felizes...

O Dia do Estudante no Colégio Sinodal Progresso (CSP) de Montenegro foi além das expectativas. Além do lanche oferecido, do recreio mais prolongado, da música trazida pelos próprios alunos da Escola, os estudantes vivenciaram momentos de solidariedade com a Tribo Alegrarte.
Neste dia de muita festa e comemoração, a solidariedade estava presente no coração feliz de nossos estudantes, quando foram arrecadados 30kg de alimentos não perecíveis e 20 unidades de produtos de higiene.
Após, realizaram uma visita a Casa de Repouso Monte Sinai, os parceiros voluntários do CSP entregaram os alimentos e produtos de higiene (arrecadados anteriormente), convivendo junto aos idosos, em uma tarde de muito carinho e aprendizagem. Neste dia, passearam com vovôs e vovós, ouviram histórias de vida, jogaram cartas, pintaram unhas e, o mais importante distribuíram e receberam: carinhos, abraços, beijos...
Esta tarde trouxe muita felicidade àqueles vovôs e vovós com tanto a ensinar e a contar; porém, felicidade maior estava estampada em nossos parceiros que, a cada dia, aprendem o quanto a solidariedade provoca equilíbrio e paz no coração.
Abraços a todos...
Tribo Alegrarte - Montenegro/RS

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15/06/2009
Eles fazem a diferença

Juventude é tudo igual. Muda apenas o endereço. Querem tudo pronto e adoram a lei do menor esforço. Odeiam textos longos e acham uma chatice ter que pensar. Falar de coisas sérias é algo impensável nessa idade. Será?

Comecei essa crônica utilizando de uma forma intencional os chavões que estão espalhados em todos os cantos. Cidadania é  para depois, o que vale agora é viver o presente. Curtir a vida e, preferencialmente, de uma forma adoidada.

Zona Sul de Porto Alegre, uma escola do estado, alguns educadores e jovens que resistem a esses rótulos, saem da redoma do senso comum para pensar em voz alta um tema da maior seriedade como o bullying. Em vez do discurso e das regras construídas em gabinetes, saem de suas salas de aula para fazer teatro. Utilizam a arte, a música, a oralidade para conscientizar jovens de todas as tribos sobre uma das chagas sociais mais grotescas da atualidade, o preconceito recorrente. Algo tão sacana que não escolhe local, nem dia  e nem hora. Essa galera ensina, pelo exemplo, como fazer a diferença no meio de um discurso surrado de mesmice.

Peguemos a estrada. Lá pelas bandas de Osório, cruzamos com um projeto comunitário que ousou abordar o problema da droga de uma forma desafiadora. Está provando que jovens infratores quando colocados diante do milagre chamado amor, percebem que há luz no fim do túnel. Uma comunidade ativa que ousou despertar cidadania em jovens cujos destinos estavam traçados. O Cataventos, nome do projeto, utiliza a mesma roupagem descrita acima. Oficinas vivenciais oportunizam uma nova percepção sobre o significado da palavra dignidade. O resultado é a saída da cultura que mata, para a paixão pela vida, resgatada pela cidadania voluntária. Mais uma vez fica evidente que fazer o bem faz a diferença.

Vamos subir a serra. Alguém duvida que um dos flagelos mais gritantes de nossas adolescentes se chama gravidez? Uma ação denominada Vida Nova na Gramado dos festivais, consegue redimensionar , através de um projeto  conscientizador,  a vida de meninas que quase nada sabem sobre palavras sérias como maternidade.  A doação de tempo e conhecimento transforma a vida de mulheres e famílias. Conhecimento colocado a serviço da valorização e de uma paternidade responsável. Fundamental ou não essa ação de valorização da humanidade presente na vida dessas meninas? Tudo o que elas esperam é alguém com tempo e conhecimento para traçar o significado de que gerar filhos é algo  muito sério.

Peguemos o trem para descobrir o encanto da Rede São Leo em Ação. Uma rede que agregou todas as camadas sociais, unindo o empresariado, educadores e juventude para o resgate de uma infância jogada à mercê da sorte. Uma cidade com altos índices de violência utilizando ferramentas ativas de educação para a paz. Obras sociais que acolhem meninos e meninas abraçados por uma cidade atuando em parceria. Isso é anunciar uma novidade.  Construir a percepção de que somos, se assim o desejarmos, parte da solução dos problemas sociais que cercam nossas comunidades.

Que lições são essas de todos os recantos de nosso pago? Há uma vida permeada pela solidariedade ativa a trabalhar no resgate e na valorização das comunidades. Sobre isso deveríamos falar muito mais. Anunciar que a esperança depende de pequenos gestos. Propagar que há um educador em cada um de nós. Basta querer. Há sempre alguém para ajudar e um jeito próprio para construir esse projeto de vida.

Os jovens que disseram um basta ao bullying, os que descobriram a saída do fundo do poço diante do flagelo da droga, meninas que compreenderam o significado da sexualidade, lições construídas no amor sem holofotes, são respostas para as perguntas que nos fazemos. Como explicar tudo isso?  Creio que o amor é aquilo que ele faz. Aqui está a resposta. Essa sociedade civil que descobre seu papel na mudança de paradigma humanitário. Somos todos parte desse universo. Sinergia mágica entre voluntariado organizado capaz de produzir emoção com resultados.

Autor: Carlos Alberto Barcellos - Professor da Rede Franciscana Bernardina de Educação
Sugerido por: ONG Parceiros Voluntários


   
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