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Postado por:
Veridiana M
01/09/2010 10:51
Alunos solidários, alunos felizes...
O Dia do Estudante no Colégio Sinodal Progresso (CSP) de Montenegro foi além das expectativas. Além do lanche oferecido, do recreio mais prolongado, da música trazida pelos próprios alunos da Escola, os estudantes vivenciaram momentos de solidariedade com a Tribo Alegrarte.
Neste dia de muita festa e comemoração, a solidariedade estava presente no coração feliz de nossos estudantes, quando foram arrecadados 30kg de alimentos não perecíveis e 20 unidades de produtos de higiene.
Após, realizaram uma visita a Casa de Repouso Monte Sinai, os parceiros voluntários do CSP entregaram os alimentos e produtos de higiene (arrecadados anteriormente), convivendo junto aos idosos, em uma tarde de muito carinho e aprendizagem. Neste dia, passearam com vovôs e vovós, ouviram histórias de vida, jogaram cartas, pintaram unhas e, o mais importante distribuíram e receberam: carinhos, abraços, beijos...
Esta tarde trouxe muita felicidade àqueles vovôs e vovós com tanto a ensinar e a contar; porém, felicidade maior estava estampada em nossos parceiros que, a cada dia, aprendem o quanto a solidariedade provoca equilíbrio e paz no coração.
Abraços a todos...
Tribo Alegrarte - Montenegro/RS
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25/06/2009
Romênia: Voluntariado pela vida verde
Bucareste, 23/06/2009 – Mais de cem mil árvores plantadas e 70 toneladas de lixo coletadas em um ano podem não ser muito para um governo, mas são muito para um grupo de voluntários da Romênia, que está preenchendo as lacunas deixadas pelo Estado. Mai Mult Verde (Mais verde) é uma pequena organização não-governamental fundada na primavera deste ano com o objetivo de criar uma rede permanente de voluntários para conceber e aplicar projetos ecológicos e educação ambiental. Em 2008, mais de oito mil pessoas de todo o país participaram de várias atividades, mostrando que muitos romenos jovens estão dispostos a realizar trabalhos ambientais voluntários se lhes for dado um contexto adequado.
O objetivo inicial da Mai Mult Verde era plantar 10 mil arvores e recolher 20 toneladas de lixo em um ano. Mas seus resultados superaram os prognósticos mais otimistas. “A julgar por nossa relação com os voluntários, a idéia de que os romenos são passivos e indiferentes ao bem público é um preconceito sem base na realidade atual”, disse Miruna Cugler, diretora de comunicações da organização. O voluntariado somou-se a uma comunidade da Internet, o que permite não só participar da implementação de projetos, mas também ter voz em sua criação. O presidente da Mai Mult Verde, Dragos Bucurenci, disse que um dos principais problemas das organizações não-governamental da Romênia é que apenas conseguem voluntários na fase de implementação.
Esse enfoque restringe as contribuições criativas da sociedade civil e impede maior participação das pessoas na solução dos problemas sociais que as preocupam. O objetivo da organização é formar uma rede de 10 mil voluntários em cinco anos, dos quais um quarto estará constantemente participando de suas ações. Até gora, a maioria dos projetos da Mai Mult Verde se centra na limpeza ambiental. Grupos de voluntários recolhem lixo deixado pelas pessoas nas áreas florestais. Outros limpam os resíduos dos rios ou promovem a reciclagem.
Atualmente, na Romênia são reciclados cerca de 10% dos dejetos, em comparação com 60% na Alemanha. As empresas processadoras de materiais de reciclagem afirmam que o negócio não é rentável. “Infelizmente, os romenos reciclam muito pouco, ainda não é parte de nossa cultura. É difícil manter nossas atividades porque o custo de equipamento e pessoal é muito elevado. Não obtemos suficiente material para reciclar”, disse Octavian Burlacu, diretor da companhia de manejo de dejetos Supercom, em Bucareste.
Mai Mult Verde realiza campanhas pedindo à população que recicle, e pede que os romenos cobrem das autoridades mais instalações para coletar de forma seletiva o lixo. A organização também planta arvores. Em colaboração com a Romsilva, a autoridade nacional de florestas, voluntários da Mai Mult Verde plantaram mais de cem mil arvores em áreas afetadas pelo desmatamento. Muitas delas reiteradamente devastadas por inundações devido ao corte de arvores. A Romsilva fornece a terra e as mudas. “Estamos muito contentes com esta inesperada ajuda dos voluntários. Seu trabalho permite que alcancemos nossos objetivos de reflorestamento”, disse Theodor Chiriac, gerente da Romsilva para a região de Bucareste.
“Cada vez que plantamos arvores assinamos um acordo com a Romsilva para assegurar o cuidado das plantações e o compromisso de que não seja modificado o uso da terra nos próximos 50 anos”, disse à IPS Miruna Cugler. “Também temos acordos com as prefeituras onde plantamos, através dos quais elas se comprometem a garantir a segurança das plantações pelo tempo que durarem seus mandatos, que são de cinco anos”, acrescentou. Além de reflorestar em áreas afetadas por inundações em todo o país, a organização semeou 30 mil árvores em 12,5 hectares que rodeiam Bucareste. As árvores ajudam a purificar o ar de uma das áreas mais contaminadas da Romênia.
Boa parte do trabalho da organização consiste em promover um estilo de vida mais limpo e mais verde. Uma de suas iniciativas de maior sucesso é a inauguração do primeiro centro de aluguel de bicicletas na capital. Segundo a entidade, desde que o local foi aberto, em agosto de 2008, as pessoas viajaram mais de 4.600 horas em bicicletas alugadas no centro. Quando as bicicletas evitaram o uso de automóveis houve redução de 49 toneladas de dióxido de carbono, segundo a organização. O sucesso parece ser resultado de uma combinação entre um novo interesse das pessoas pelo meio ambiente e o inteligente ativismo de 10 membros permanentes da organização, além dos voluntários.
O financiamento da organização vem exclusivamente de empresas privadas. No ano passado seu orçamento foi de um milhão de euros (cerca de US$ 1,4 milhão). Porém, Bucurenci disse que o financiamento deste ano é de apenas um terço da quantia recebida em 2008, porque várias empresas colaboradoras foram afetadas pela crise financeira. De todo modo, a campanha da organização ainda tem uma alta visibilidade graças à participação de músicos, artistas de televisão, políticos e jornalistas. A rede continua crescendo e a entidade acaba de capacitar cem jovens como líderes comunitários.
* Este artigo é parte de uma série produzida pela IPS (Inter Press Service) e pela IFEJ (Federação Internacional de Jornalistas Ambientais) para a Aliança de Comunicadores para o Desenvolvimento Sustentável (
www.complusalliance.org
).
Autor: Claudia Ciobanu, da IPS
Sugerido por: ONG Parceiros Voluntários
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