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Postado por:
Veridiana M
01/09/2010 10:51
Alunos solidários, alunos felizes...
O Dia do Estudante no Colégio Sinodal Progresso (CSP) de Montenegro foi além das expectativas. Além do lanche oferecido, do recreio mais prolongado, da música trazida pelos próprios alunos da Escola, os estudantes vivenciaram momentos de solidariedade com a Tribo Alegrarte.
Neste dia de muita festa e comemoração, a solidariedade estava presente no coração feliz de nossos estudantes, quando foram arrecadados 30kg de alimentos não perecíveis e 20 unidades de produtos de higiene.
Após, realizaram uma visita a Casa de Repouso Monte Sinai, os parceiros voluntários do CSP entregaram os alimentos e produtos de higiene (arrecadados anteriormente), convivendo junto aos idosos, em uma tarde de muito carinho e aprendizagem. Neste dia, passearam com vovôs e vovós, ouviram histórias de vida, jogaram cartas, pintaram unhas e, o mais importante distribuíram e receberam: carinhos, abraços, beijos...
Esta tarde trouxe muita felicidade àqueles vovôs e vovós com tanto a ensinar e a contar; porém, felicidade maior estava estampada em nossos parceiros que, a cada dia, aprendem o quanto a solidariedade provoca equilíbrio e paz no coração.
Abraços a todos...
Tribo Alegrarte - Montenegro/RS
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01/07/2009
Educar na Contradição
Motorista com a carteira vencida em São Paulo atropela e mata sete pessoas. Os policiais de plantão resolvem não fazer exame de teor alcoólico, achando que o sujeito poderia não ter ingerido nenhuma bebida. Uma fiança de um mil e duzentos reais libera mais um assassino de plantão sob a alegação de que não houve intenção.
O outro cenário chega a ser grotesco. Uma festa vip a bebida é consumida pela bagatela de seis mil reais. Num país que mistura desdentados com uma burguesia que ostenta o saldo de sua conta bancária, nada que as contradições do cotidiano nos ensinem todos os dias. Um cenário de luxo cruzando com o lixo de nossa indiferença social.
Brasília e seus contratos secretos apenas desvelados pela existência de uma imprensa vigilante e por uma cidadania que se nega a entregar os pontos diante de tanta sacanagem explicita. E dizer que os Paralamas lançaram anos atrás uma canção chamada “os trezentos picaretas”. Na época, foi um alvoroço de indignação dos senhores que apenas defendem seus próprios interesses.
Pois é, amanhã tem aula. Há um conteúdo a ser trabalhado chamado ética, justiça, respeito, integridade. Crianças, adolescentes e jovens buscando parâmetros e referências de vida. O desrespeito pela vida e por tudo aquilo que é público parece funcionar como um fundamento a ser seguido. Falar em regras e condutas cidadãs quando a realidade desvela a impunidade, é um desafio pedagógico imenso. O andar de cima e o de baixo são parceiros da linguagem de leis que favorecem a banalização. Um cara com carteira vencida paga uma fiança. O preço foi duzentos reais por vida assassinada, entre elas, um bebê de nove meses que começava a dar seus primeiros passos e a pronunciar suas primeiras palavras.
Para onde vamos com nossa civilização? Uma champanhe consumida por seis mil reais numa noite também regada a cocaína. Vazio existencial completo. Não há consciência em atitudes desse tipo. Nós, educadores, de todos os lugares sociais, somos teimosos. Negamos a jogar a toalha e nos dar por vencidos diante de um cenário que desmente tudo o que podemos construir em benefício de uma geração que quer crescer sabendo que viver vale à pena. Sonham com o dia em que o poder será entendido como serviço real ao bem comum. Imaginam que a palavra autoridade seja sinônimo de referência humana. Alguém a quem seja possível escutar e se encantar. Quando penso que a Doutora Zilda Arns, através da Pastoral da Criança, reduziu a mortalidade infantil no nordeste com um soro ao custo de um real na época, onde estão os outros que detém o poder das urnas, transformando o público em privado?
A sociedade civil que somos todos nós merece muito mais que tudo isso. Merece respeito e o direito de ensinar que leis devem ser feitas para proteger, cuidar e abençoar a dignidade humana.
Somos insistentes. Cremos que a educação é o único caminho possível para mudar todo esse caldo que nos indigna. Apesar de vocês, seguiremos nas ruas plantando a semente de uma palavra que seja o contraditório daquilo que vemos todos os dias.
Autor: Carlos Alberto Barcellos - Professor da Rede Franciscana Bernardina de Educação
Sugerido por: ONG Parceiros Voluntários
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