De Tribo para Tribo
Postado por:
Veridiana M
01/09/2010 10:51
Alunos solidários, alunos felizes...

O Dia do Estudante no Colégio Sinodal Progresso (CSP) de Montenegro foi além das expectativas. Além do lanche oferecido, do recreio mais prolongado, da música trazida pelos próprios alunos da Escola, os estudantes vivenciaram momentos de solidariedade com a Tribo Alegrarte.
Neste dia de muita festa e comemoração, a solidariedade estava presente no coração feliz de nossos estudantes, quando foram arrecadados 30kg de alimentos não perecíveis e 20 unidades de produtos de higiene.
Após, realizaram uma visita a Casa de Repouso Monte Sinai, os parceiros voluntários do CSP entregaram os alimentos e produtos de higiene (arrecadados anteriormente), convivendo junto aos idosos, em uma tarde de muito carinho e aprendizagem. Neste dia, passearam com vovôs e vovós, ouviram histórias de vida, jogaram cartas, pintaram unhas e, o mais importante distribuíram e receberam: carinhos, abraços, beijos...
Esta tarde trouxe muita felicidade àqueles vovôs e vovós com tanto a ensinar e a contar; porém, felicidade maior estava estampada em nossos parceiros que, a cada dia, aprendem o quanto a solidariedade provoca equilíbrio e paz no coração.
Abraços a todos...
Tribo Alegrarte - Montenegro/RS

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28/07/2009
Mística e Espiritualidade

Alguém já parou para pensar no significado dessas duas palavras estranhas?  Trocaríamos a essência da vida por coisas acessórias? Tenho certeza de que o respeito que devemos ter por nós mesmos, é algo insubstituível. Há coisas na vida que são nossas essências. O respeito pela cor da pele de alguém é uma delas. Amizades, por exemplo, não são escolhidas pela aparência. Escolhas sexuais ajudam a entender como é complicado conviver com a diversidade.

Casais nunca trocarão uma roupa bonita pela capacidade em dialogar todo o tempo sobre sua relação a dois. Filhos voltam para a casa depois da festa porque sabem que seus pais são muito mais do que uma relação efêmera de sala de aula. Até numa relação de pares há valores que são perenes.  A vida é feita de essências que são vitais na construção de nossa felicidade. Olhar para frente percebendo que ética, justiça, solidariedade são fundamentos e alicerces de uma vida a ser imitada, é desafio. Trocaríamos isso por valores passageiros?

Quando fazemos um mergulho para dentro de nós mesmos e percebemos essa essência, estamos falando de mística. A história é pródiga de modelos de pessoas que mudaram a realidade ao perceber o vazio que o acessório deixa no coração de cada ser humano.  Brancos e negros viveram na pela o significado da segregação racial. Foi preciso que personagens fascinantes como Luther King ensinasse a todos nós palavras de vida e de acolhida na humanidade presente em todos. O Pastor King é um exemplo de uma escolha de vida a serviço de uma mística de respeito a alteridade. Ele é um paradigma ainda hoje. Os santos que tanto admiramos, independente da cor de nossa religião, ensinam que há linguagens que são universais.

São Francisco de Assis e Teresa de Calcutá também nos falam a linguagem da essência. Fazer escolhas de vida radicais exige coragem. Os profetas, de ontem e de hoje, possuem seguidores porque ensinaram pelo testemunho. Eles encantam e apaixonam.  O amor pelo humano fazia parte de seu jeito de viver. O mundo está a procura desse diamante. A fantasia da violência gera egoísmo. Num primeiro momento, até pode trazer algum prazer. O passo seguinte é um imenso e grande vazio. Todos nós precisamos de modelos, bússolas a apontar caminhos.

A mística das religiões deve servir para fortalecer a convergência na luta pela paz e a superação das divergências. Dividir a humanidade entre os escolhidos e os outros, é favorecer atitudes de culto ao acessório. Deus, que é amor, tem lugar nos corações de todos aqueles que amam de verdade os humanos e suas causas.

O legal nessa reflexão é o fruto que nasce de uma vida vivida assim. Pensar o bem, falar sobre o bem, sentir a bondade e fazer isso uma regra de vida, constitui a espiritualidade da mística. A espiritualidade é a luz que enxergamos como fonte de esperança. No meio da escuridão mais feroz e mais temível, um facho de luz faz a diferença. Percebamos que somos detentores dessa mística e espiritualidade. Olhemos ao nosso redor. Busquemos essa bússola que faz a diferença. Ousemos ser também alguém capaz de gerar amor e compaixão. Podemos ser esse jardineiro a cuidar do jardim.

Autor: Carlos Alberto Barcellos - Professor da Rede Franciscana Bernardina de Educação
Sugerido por: ONG Parceiros Voluntários


   
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