De Tribo para Tribo
Postado por:
Veridiana M
01/09/2010 10:51
Alunos solidários, alunos felizes...

O Dia do Estudante no Colégio Sinodal Progresso (CSP) de Montenegro foi além das expectativas. Além do lanche oferecido, do recreio mais prolongado, da música trazida pelos próprios alunos da Escola, os estudantes vivenciaram momentos de solidariedade com a Tribo Alegrarte.
Neste dia de muita festa e comemoração, a solidariedade estava presente no coração feliz de nossos estudantes, quando foram arrecadados 30kg de alimentos não perecíveis e 20 unidades de produtos de higiene.
Após, realizaram uma visita a Casa de Repouso Monte Sinai, os parceiros voluntários do CSP entregaram os alimentos e produtos de higiene (arrecadados anteriormente), convivendo junto aos idosos, em uma tarde de muito carinho e aprendizagem. Neste dia, passearam com vovôs e vovós, ouviram histórias de vida, jogaram cartas, pintaram unhas e, o mais importante distribuíram e receberam: carinhos, abraços, beijos...
Esta tarde trouxe muita felicidade àqueles vovôs e vovós com tanto a ensinar e a contar; porém, felicidade maior estava estampada em nossos parceiros que, a cada dia, aprendem o quanto a solidariedade provoca equilíbrio e paz no coração.
Abraços a todos...
Tribo Alegrarte - Montenegro/RS

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21/08/2009
Lições de vida

O empresário Jorge Gerdau participou esses dias de um encontro promovido pela Junior Achievement  . Quatrocentos jovens refletiram  sobre o tema “O Empreendedorismo  como fator de desenvolvimento. “  Para  quem não conhece a Junior, trata-se de uma empresa sem fins lucrativos a desenvolver a cultura do empreendedorismo entre jovens.  Foi  sabatinado  sobre questões relevantes do mundo  e escolha profissional.  Permito-me, ousadamente, dividir com os leitores a essência daquela fala.

Começa falando que nenhum país se desenvolverá se  a  ele estiver atrelada a cultura  do cerceamento das liberdades,  sejam elas chamadas religiosas, culturais, políticas.  A liberdade da expressão é condição para o desenvolvimento. Aliás, o crescimento de uma nação estará sempre atrelado a construção de uma sociedade que perceba o fortalecimento do civismo como condição e garantia das  ditas liberdades.

Quando questionado sobre a questão da sustentabilidade social, fala com sabedoria que a mesma não se separa da econômica e  ambiental. Robert Putmann  afirmou que o desenvolvimento de qualquer nação precisa estar ligado ao  crescimento do seu povo.  Isso também significa garantir a preservação do meio ambiente, permitindo que o ecosistema seja respeitado  e visto como a casa de todos nós.  Alguém dirá: “Que coisa mais óbvia. Sim, é verdade!”   Nessa simplicidade se esconde um dos maiores preceitos éticos a ser legado para as novas gerações.

É possível formar um líder? Gerdau responde que não. A visualização do capital social de liderança está ligado as oportunidades que forem dadas as novas gerações. Oportunidades que podem nascer do olhar profético diante da criança e do jovem que será capaz de fazer a diferença em sua comunidade. Lideranças de todos os quadrantes estão  pedindo passagem para revelar talentos. O simples aprender de um instrumento musical pode  mostrar  que estamos diante de um grande músico. Experiências brasileiras  na formação de orquestras juvenis confirmam esse predicado. O voleibol  vencedor do Brasil, também  traduz isso.  Bernardinho, treinador da seleção brasileira, consegue agregar o talento ao comunitário. Uma equipe onde todos são rigorosamente titulares. Habilidades  colocadas a serviço de uma mentalidade vencedora. Bernardo é um líder. Enxerga em seus atletas toda a potencialidade, capaz de mudar o jogo. Uma equipe muito longe de ser apenas expectadora.

Essa conversa prossegue  assumindo seu  ápice quando define que nada poderá substituir o capital humano. Nenhuma tecnologia substituirá a capacidade em inovar de uma equipe. “Podem levar todos os meus ativos, mas não levem minha equipe”, ensina com uma simplicidade admirável. Segue  afirmando  que o dinheiro pode comprar conhecimento. Jamais comprará pessoas.  Há uma lógica em todo  o conjunto da entrevista dada para aqueles privilegiados jovens.

Enfim, conclui afirmando, a necessidade da inovação como resposta aos novos desafios,  sejam eles sociais, educativos, culturais.  A lição do conceito de autoridade fica claro. O poder precisa se renovar para entender o significado da palavra serviço.  Dito de outra forma, a única maneira de educar é pelo exemplo.

A entrevista é concluída com uma análise da palavra responsabilidade. Essa palavra  pronunciada tantas vezes, apenas significa a capacidade para responder perguntas vitais  trazidas pelos desafios de uma vida corrida a  exigir compromissos cívicos. Esse patrimônio é missão de todos nós. Formar pessoas competentes dotadas de excelência, sujeitos que respeitem suas comunidades e que façam de suas instituições, públicas ou privadas, verdadeiras aulas de educação. Fico a imaginar a sede daquela juventude presente em traduzir esse aprendizado em  atitudes de vida...

Autor: Carlos Alberto Barcellos - Professor
Sugerido por: ONG Parceiros Voluntários - canb@cpovo.net


   
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