De Tribo para Tribo
Postado por:
Veridiana M
01/09/2010 10:51
Alunos solidários, alunos felizes...

O Dia do Estudante no Colégio Sinodal Progresso (CSP) de Montenegro foi além das expectativas. Além do lanche oferecido, do recreio mais prolongado, da música trazida pelos próprios alunos da Escola, os estudantes vivenciaram momentos de solidariedade com a Tribo Alegrarte.
Neste dia de muita festa e comemoração, a solidariedade estava presente no coração feliz de nossos estudantes, quando foram arrecadados 30kg de alimentos não perecíveis e 20 unidades de produtos de higiene.
Após, realizaram uma visita a Casa de Repouso Monte Sinai, os parceiros voluntários do CSP entregaram os alimentos e produtos de higiene (arrecadados anteriormente), convivendo junto aos idosos, em uma tarde de muito carinho e aprendizagem. Neste dia, passearam com vovôs e vovós, ouviram histórias de vida, jogaram cartas, pintaram unhas e, o mais importante distribuíram e receberam: carinhos, abraços, beijos...
Esta tarde trouxe muita felicidade àqueles vovôs e vovós com tanto a ensinar e a contar; porém, felicidade maior estava estampada em nossos parceiros que, a cada dia, aprendem o quanto a solidariedade provoca equilíbrio e paz no coração.
Abraços a todos...
Tribo Alegrarte - Montenegro/RS

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02/09/2009
Grupos ou equipes?

Observemos nossos ambientes de convivência. Viver em grupo não é uma tarefa simples. Ambientes de trabalho podem ser belicosos ou cooperativos. Observemos também as marcas deixadas de um vencedor. Olhemos como Zilda Arns, médica sanitarista, transformou um simples soro numa ferramenta vital de redução da mortalidade infantil no nordeste brasileiro. A Pastoral da Criança é uma resposta clara de que a causa está acima das vaidades e holofotes.  Essa mídia cidadã nos torna cúmplice de uma causa que abraçamos. É encher a vida de uma criança de esperança. Zilda formou equipes solidárias.

Vamos sair um pouco da esfera social.  As seleções brasileiras de voleibol, masculina e feminina, encantam pela força de equipe que transmitem em seus jogos. Seus treinadores ensinam uma lição de vida chamada liderança servidora. Todos são importantes naquela equipe. O soro que cura ou a jogada construída na quadra, são sinais de uma mentalidade brasileira cidadã. Todos são  especiais.

Precisamos nos perguntar onde atuamos, se formamos um grupo ou uma equipe?  Grupos competem entre si. Exercitam a vaidade, pessoal ou grupal, para delimitar quem manda naquele ambiente.  Grupos minam um local de trabalho.  Minam pela fofoca barata.  Minam no jogo sacana de excluir talentos que surgem num projeto inovador, deletado por não ter sido pensado por quem se sente atingido. Grupos não conseguem traçar metas e objetivos fundantes. Seu único compromisso é criar vantagem. A vida está cheia de exemplos de corporações que perderam seus horizontes quando abdicaram do direito e do dever da responsabilidade coletiva diante do objeto que deveria ser amado.  Os meninos e meninas do voleibol brasileiro tem clareza de que a vitória foi produto de uma equipe. Carregar bolas, aquecer colegas que vão entrar em quadra é como se o outro estivesse fazendo isso comigo. Medalhas não chegam por acaso.  Na outra ponta dessa análise, os voluntários da Pastoral da Criança, compreendem o significado da palavra infância.  Sua luta é relevante. O respeito conquistado na comunidade é algo cativante.

Equipes cooperam. Sabem identificar a relevância social de cada membro. Equipes valorizam cada trabalho, cada ação, cada gesto. Identificam em tudo isso a sabedoria de que  se  aprende no erro e no acerto. Aliás, equipes não possuem medo de afirmar ou assumir o fracasso.

Apenas recomeçam.  Equipes se alegram com o sucesso de alguém ou com um pedaço do grupo. Valoriza-se a autonomia, a reciprocidade e a cooperação.  Existe um zelo em cuidar de todos.

Educar é um grande desafio. Vivemos tempos do resgate de valores deletados pela cultura do mercado.  Nela, o individualismo se sobrepõe ao solidário. Escolas podem ser espaços formadores de grupos ou equipes. Sala de professores podem revelar sinergia afetiva ou uma grande compartimentalização do ato de educar. Falando de outra forma, para quê partilhar medos e esperanças?  Crianças e jovens aprendem pelo exemplo. Formar uma nova geração de lideranças para assumir seu protagonismo é tarefa para esse tempo presente. Lição que se ensina em casa e que se vive em qualquer ambiente de trabalho.

Olhemos as personalidades que deixaram raízes. A grandeza de seus corações fala de quanto a dignidade humana é valor insubstituível. Marcaram porque formaram comunidades solidárias.  Aquele jogo de voleibol é uma aula da capacidade de interação. As ruelas sujas não são impedimentos da atenção de que cada criança merece. Equipes possuem horizontes e sonhos comuns. A vitória é de todos. Temos muito para aprender sobre isso.  Precisamos urgentemente de utopias.

Autor: Carlos Alberto Barcellos - Professor
Sugerido por: ONG Parceiros Voluntários


   
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