De Tribo para Tribo
Postado por:
Veridiana M
01/09/2010 10:51
Alunos solidários, alunos felizes...

O Dia do Estudante no Colégio Sinodal Progresso (CSP) de Montenegro foi além das expectativas. Além do lanche oferecido, do recreio mais prolongado, da música trazida pelos próprios alunos da Escola, os estudantes vivenciaram momentos de solidariedade com a Tribo Alegrarte.
Neste dia de muita festa e comemoração, a solidariedade estava presente no coração feliz de nossos estudantes, quando foram arrecadados 30kg de alimentos não perecíveis e 20 unidades de produtos de higiene.
Após, realizaram uma visita a Casa de Repouso Monte Sinai, os parceiros voluntários do CSP entregaram os alimentos e produtos de higiene (arrecadados anteriormente), convivendo junto aos idosos, em uma tarde de muito carinho e aprendizagem. Neste dia, passearam com vovôs e vovós, ouviram histórias de vida, jogaram cartas, pintaram unhas e, o mais importante distribuíram e receberam: carinhos, abraços, beijos...
Esta tarde trouxe muita felicidade àqueles vovôs e vovós com tanto a ensinar e a contar; porém, felicidade maior estava estampada em nossos parceiros que, a cada dia, aprendem o quanto a solidariedade provoca equilíbrio e paz no coração.
Abraços a todos...
Tribo Alegrarte - Montenegro/RS

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17/09/2009
Quem são eles?

Que galera incrível é  essa que atravessa uma madrugada para cuidar da vida?  Sob um símbolo de uma borboleta lá estão eles fazendo acontecer a cidadania de uma Vida  Urgente.  Jovens iguais a tantos jovens. A diferença está no abraço da causa que transforma inquietude em atitude de vida.  Quantas vidas mudadas apenas pela palavra que chegou no coração? Guris e gurias que trocam lazer por conscientização.  Se a vida é feita de escolhas, lá estão eles a ensinar  que vidas humanas não são estatísticas.
 
Muda o cenário. Que barulhada é aquela  acontecendo naquele lar de idosos.  Que milagre é esse que faz na ação, o aprendizado maravilhoso da convivência com a diversidade?  Um dia de festa e brilho no olhar. Cantigas, brincadeiras de roda, maquiagem. Uma conversa aqui, outra acolá. Há uma  energia no ar. Entram nos quartos,  conversam, tocam as  mãos  e deixam se tocar. A humanidade está presente naquele lar. Quantas histórias para contar! Palavras de gratidão vindas de todos os lados.  Uma tarde que poderia ser um tempo vazio. Aqueles jovens ensinam que seus projetos de vida necessitam se conectar com os demais projetos humanos.

Abre-se as cortinas do palco. Motivados falam de um tema que não dá mais para esconder. É preciso denunciar o preconceito. Há que se falar dos sintomas e não mais dos efeitos. Aquela gurizada fala de algo muito sério chamado bullying.  Transformam aquele palco num grande espelho. Todos se identificam nos personagens.  É impossível calar diante do questionamento: “Quem aqui nunca sofreu ou praticou preconceito que atire a primeira pedra?” Sob a forma de encenação desnudam uma platéia. Sim, todos nós somos imagem e semelhança daquele palco. Vitimamos gordos, feios, nerds, emos. Agredimos a sexualidade sem  a menor cerimônia. Somos todos bulistas. É preciso fazer  o caminho de volta para casa. O caminho do respeito e da aceitação das diferenças. Eles, os atores, constituem uma minoria. Uma bendita minoria.

Acham tempo para  falar de ecologia, sexualidade, drogadição,  ética e solidariedade. Eles estão em todos os lugares.  Há um sopro de vida a encher o ar de esperança. Bebem de uma água viva que foge ao esteriótipo e a indiferença social.  São insistentes, jamais desistentes.  Encanta esse olhar de juventude carregado de virtude. São  lideranças sadias a pedir passagem.  São protagonistas e profetas do seu tempo. Falam uma linguagem que seus amigos ou colegas entendem. 

Em muitos lugares já foi dada a palavra para eles.  Em outros, é preciso um olhar para vislumbrar essa capacidade de inovar e fazer da sua comunidade, um lugar melhor de se viver.

Possuem identidade e um senso de responsabilidade pessoal e social assumidos.  Eles estão, nesse momento, perto de nós. Bendita juventude que nos faz crer num  novo tempo.  Sagrados lugares que compreendem esse mandato.
 

Autor: Carlos Alberto Barcellos - Professor
Sugerido por: ONG Parceiros Voluntários - canb@cpovo.net


   
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