De Tribo para Tribo
Postado por:
Veridiana M
01/09/2010 10:51
Alunos solidários, alunos felizes...

O Dia do Estudante no Colégio Sinodal Progresso (CSP) de Montenegro foi além das expectativas. Além do lanche oferecido, do recreio mais prolongado, da música trazida pelos próprios alunos da Escola, os estudantes vivenciaram momentos de solidariedade com a Tribo Alegrarte.
Neste dia de muita festa e comemoração, a solidariedade estava presente no coração feliz de nossos estudantes, quando foram arrecadados 30kg de alimentos não perecíveis e 20 unidades de produtos de higiene.
Após, realizaram uma visita a Casa de Repouso Monte Sinai, os parceiros voluntários do CSP entregaram os alimentos e produtos de higiene (arrecadados anteriormente), convivendo junto aos idosos, em uma tarde de muito carinho e aprendizagem. Neste dia, passearam com vovôs e vovós, ouviram histórias de vida, jogaram cartas, pintaram unhas e, o mais importante distribuíram e receberam: carinhos, abraços, beijos...
Esta tarde trouxe muita felicidade àqueles vovôs e vovós com tanto a ensinar e a contar; porém, felicidade maior estava estampada em nossos parceiros que, a cada dia, aprendem o quanto a solidariedade provoca equilíbrio e paz no coração.
Abraços a todos...
Tribo Alegrarte - Montenegro/RS

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27/10/2009
O outro lado das escolas conflagradas

Acompanhei, com grande interesse, a matéria feita pelo jornalista Marcelo Gonzatto sobre escolas conflagradas.

Gostaria de refletir alguns caminhos possíveis para sair desse  estado de sítio. Parto da premissa que não é tarefa da escola assumir papel de polícia. Os limites de atuação precisam estar delimitados.

A prevenção e a resolução de conflitos são duas ferramentas vitais para o desenvolvimento de uma escola dialógica. O que significa isso?  Chega a ser simplista afirmar que qualquer comunidade escolar tem obrigação de conhecer sua realidade. A produção do conhecimento passa pelo ambiente social e pela capacidade de uma comunidade educadora em  fazer mediações. Quando uma instituição resolve abrir suas portas em finais de semana, declara que deseja desenvolver uma relação comunitária. Ao dividir tarefas de resgate de laços de pertencimento, está a contribuir para que a vida em sociedade seja mais sadia. A escola, qualquer escola, tem  o dever de conhecer seu bairro, suas ruas... Ela não é um bloco isolado do seu contexto. Muitos conflitos nascem desse engano.

Estamos falando aqui sobre estratégias de construção de um lugar que respire um ambiente sadio e solidário, busca incessante de todos os que trabalham na construção de uma cultura antibullying. Faz-se necessário uma reflexão sistemática sobre a problemática da violência,  como se revela nessa ou naquela comunidade escolar. As manifestações  são diferentes. Os chamados bondes, gangues juvenis, assumem condutas distintas,  conforme o bairro. O fenômeno da violência precisa ser estudado. Isso deve ser uma prioridade educacional.

Por outro lado, é preciso assumir a não violência como referencial de uma  vida em comunidade que aprendeu a prevenir e a resolver conflitos que surgem nas salas de aula, nos recreios, na entrada e saídas da escola. Isso também não se resolve sem que os pares estejam envolvidos diretamente na solução dos mesmos. Experiências bem sucedidas de construção de estatutos de relacionamento têm mostrado que  crianças e jovens se sentem responsáveis por aquilo em que  participam. Quando estabelecem regras e sanções são severos consigo mesmos. Aqui é preciso respeitar as etapas evolutivas de cada grupo. 

Chamar a comunidade de pais para assumir seu papel de núcleo promotor de uma cultura de paz. Quando todos descobrimos que estamos no mesmo barco, emerge a tarefa, difícil sim, de buscar alternativas saudáveis ,pois cada setor de uma comunidade escolar possui papéis a cumprir. Eventos que promovam a festa, o lúdico, o jogo, a arte, o teatro, a música e a cidadania, contribuem decisivamente para a criação de um sentimento de pertencimento. Esse conjunto de práticas também é conteúdo, um conhecimento datado construído em cima de uma realidade conhecida. O fortalecimento dos espaços de exercício de liderança são facilitadores importantes. Conselhos escolares, grêmios estudantis, lições ativas de voluntariado ajudam na mudança de um perfil de uma escola conflagrada para uma instituição dialogal.

Ser como escola um centro de relações internas e externas construídas na busca permanente de resolução de conflitos é  herança a ser deixada. Ninguém disse que isso é fácil. Se quisermos luz para nossas vidas, é preciso trabalhar incessantemente por um projeto de educação para a paz. A vida em sociedade agradece esse cansaço cidadão.

Autor: Carlos Alberto Barcellos - Professor
Sugerido por: ONG Parceiros Voluntários - canb@cpovo.net


   
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