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Postado por:
Veridiana M
01/09/2010 10:51
Alunos solidários, alunos felizes...
O Dia do Estudante no Colégio Sinodal Progresso (CSP) de Montenegro foi além das expectativas. Além do lanche oferecido, do recreio mais prolongado, da música trazida pelos próprios alunos da Escola, os estudantes vivenciaram momentos de solidariedade com a Tribo Alegrarte.
Neste dia de muita festa e comemoração, a solidariedade estava presente no coração feliz de nossos estudantes, quando foram arrecadados 30kg de alimentos não perecíveis e 20 unidades de produtos de higiene.
Após, realizaram uma visita a Casa de Repouso Monte Sinai, os parceiros voluntários do CSP entregaram os alimentos e produtos de higiene (arrecadados anteriormente), convivendo junto aos idosos, em uma tarde de muito carinho e aprendizagem. Neste dia, passearam com vovôs e vovós, ouviram histórias de vida, jogaram cartas, pintaram unhas e, o mais importante distribuíram e receberam: carinhos, abraços, beijos...
Esta tarde trouxe muita felicidade àqueles vovôs e vovós com tanto a ensinar e a contar; porém, felicidade maior estava estampada em nossos parceiros que, a cada dia, aprendem o quanto a solidariedade provoca equilíbrio e paz no coração.
Abraços a todos...
Tribo Alegrarte - Montenegro/RS
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08/11/2009
Ritos de passagem
Estamos chegando, daqui há pouco, hás mais um final de ano letivo. Ovos e água combinam com esse final de etapa? Invasão de escolas por alunos mascarados revelam um cenário de impunidade. Agressividade que extrapola o lugar social onde fica a escola. Em bairros elitizados é comum veículos com dezenas de ovos “paitrocinados“ por adultos que julgam natural essa celebração de encerramento de uma etapa de vida. Escolas reféns, educadores cerceados e uma comunidade sitiada pela barbárie e banalização da palavra celebração. Um sinal visível do medo que ronda essas comunidades é a contratação de seguranças para cuidar dos últimos dias de um ano letivo cuja culminância deveria ser apenas abraços, risos, emoção, lágrimas e uma saudade que bate no peito. A verdade é que esse é um lamentável exercício de involução cívica.
O cenário universitário não difere desse clima “celebrativo”. Formaturas regadas ao consumo de bebidas alcoólicas em pleno palco. Celebra-se uma etapa de conquista profissional. Nesse abismo que é o acesso ao mundo universitário, alguém pode achar natural tais fatos. Afinal, o que são dúzias de ovos e garrafas deixadas no palco após a formatura? Como sair dessa redoma que nos torna objetos de vândalos, bondes e agregados? Ninguém merece isso.
Há um rito de passagem acontecendo na vida desses alunos. A escola foi para cada um desses jovens uma verdadeira segunda casa. Ali, viveram parte de sua infância. Nesse ambiente enfrentaram a chegada da adolescência e mergulharam no intrincado universo do verbo escolher. Eis que é chegada a hora de partir. Deixar para trás um tempo de vida que foi precioso. Deveria ser esse o elemento central para o encerramento de um ano letivo. Nem mesmo a gripe A e todas as mudanças de calendário, podem impedir o clima de confraternização que deve sustentar a hora em que será feita a última chamada na escola, o Dia da Formatura.
Esse momento mágico precisa ser vivido e construído com os principais protagonistas dessa passagem: a comunidade de alunos. Como concluir um ano letivo que seja marcante e referência para quem virá depois? Todos merecem mais do que o legado do banho de água ou da sujeira de dúzias e dúzias de ovos , marcas indeléveis de uma sociedade cúmplice com a impunidade e a vida banalizada.
Existem comunidades escolares que entregam a seus formandos a tarefa da condução da Ação Natal. São eles que definem instituições a serem beneficiadas. Assumem a tarefa de entregar e celebrar esse gesto de solidariedade de toda a sua escola. Há uma lição de vida nesse simples exemplo. O sentimento de pertencimento a uma instituição cuja história de vida está marcada para sempre.
Entre estudos, ENEM e vestibular, é preciso incluir o verbo celebrar. Que tal um grande cadernão no qual cada formando possa deixar sua mensagem de vida? Nesse clima de alegria e saudade, é bonito ver alunos concluintes pedindo que seus educadores assinem suas camisetas. Quantas vezes escutamos o famoso "era bom e a gente não sabia o quanto que era”. A vida é feita de ritos. A saída da escola para o ingresso no mundo universitário ou mundo do trabalho é uma passagem importante e, muitas vezes, dolorosa. Felizes as instituições que compreendem esse momento, tornando esse último ato da vida escolar num momento de encantamento. Deve ser gratificante deixar a vida da escola sabendo que somos especiais. Voltar como ex-aluno e poder dizer: Eu passei por aqui!
Autor: Carlos Alberto Barcellos - Professor
Sugerido por: ONG Parceiros Voluntários - canb@cpovo.net
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