De Tribo para Tribo
Postado por:
Veridiana M
01/09/2010 10:51
Alunos solidários, alunos felizes...

O Dia do Estudante no Colégio Sinodal Progresso (CSP) de Montenegro foi além das expectativas. Além do lanche oferecido, do recreio mais prolongado, da música trazida pelos próprios alunos da Escola, os estudantes vivenciaram momentos de solidariedade com a Tribo Alegrarte.
Neste dia de muita festa e comemoração, a solidariedade estava presente no coração feliz de nossos estudantes, quando foram arrecadados 30kg de alimentos não perecíveis e 20 unidades de produtos de higiene.
Após, realizaram uma visita a Casa de Repouso Monte Sinai, os parceiros voluntários do CSP entregaram os alimentos e produtos de higiene (arrecadados anteriormente), convivendo junto aos idosos, em uma tarde de muito carinho e aprendizagem. Neste dia, passearam com vovôs e vovós, ouviram histórias de vida, jogaram cartas, pintaram unhas e, o mais importante distribuíram e receberam: carinhos, abraços, beijos...
Esta tarde trouxe muita felicidade àqueles vovôs e vovós com tanto a ensinar e a contar; porém, felicidade maior estava estampada em nossos parceiros que, a cada dia, aprendem o quanto a solidariedade provoca equilíbrio e paz no coração.
Abraços a todos...
Tribo Alegrarte - Montenegro/RS

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23/11/2009
Se aqueles corredores falassem...

Era o último dia de aula para aquela juventude do Terceiro Ano do Ensino Médio naquela escola.  Muitos ali estudaram desde a Educação Infantil. Viveram anos importantes de sua formação. Adolesceram e viram grandes transformações pessoais e sociais acontecerem.

Aqueles formandos não se diferem muito de outros jovens cujas cortinas do palco chamado escola se fechará. Há um rito de  passagem a ser cumprido. Uma nova história de vida  precisa ser escrita.  Muitos, rumo aos caminhos da Universidade, privilégio reservado para uma minoria da juventude brasileira.  Outros, ingressarão num complicado e difícil mercado de trabalho. Aliás, desafio para ambos. Fica para trás uma vida construída num lugar que foi para muitos ,uma casa que os acolheu, garantindo um espaço real de formação, cuidado e valorização da vida. Quantos jovens mudaram horizontes ao encontrarem educadores que foram verdadeiros paradigmas e modelos de vida? Quantos jovens encontraram em suas escolas espaços vitais para dizer não  à cultura da droga? Escolas que foram vitais na formação de lições de cidadania, ética e de respeito a  diversidade. De fato, há um clima de saudade no ar naquele momento.

As camisetas passando de mãos em mãos para serem assinadas pelos colegas e mestres, revelam o sentimento de pertencimento a um grupo.  Quanto tempo durou isso? O brilho do olhar, o sorriso misturado com a lágrima, sinalizava que  era hora de partir. Se perguntássemos para aqueles meninos e meninas o  que gostariam de  dizer, penso que diriam: “Valeu a pena! Foi tão bom que  gostaria de voltar no tempo! “

Na bagagem dessa viagem que inicia ,além da saudade e amizades construídas, levam  os alicerces de uma vida desenhada  naqueles bancos escolares. Quantas vezes foi preciso ouvir um “ não “ para perceber a noção clara de que a vida é norteada por limites? Quantas vezes tiveram derrubados o mito do infantocracia  ou adolescentrocracia ? Felizes esses jovens que puderam aprender essas lições de  vida para a vida toda. A derrubada do mito da cultura do herói, da mentira da imortalidade diante da bebida ou de que  comigo a gravidez jamais acontecerá, sabedoria plantada por uma instituição comprometida pela pedagogia do cuidado.  Mestres de todos os saberes a construir na transversalidade, um saber crítico conjugado com lições de generosidade. 

A verdade é que, essa juventude, está marcada pelas características vividas nessa  e em todas as  escolas.  Ex-alunos sempre levarão consigo as marcas de uma educação construída nas relações humanas de anos e anos de convivência.  Se as paredes de uma escola pudessem falar, anunciariam: “Aqui estão saindo cidadãos e cidadãs comprometidos com uma cidadania planetária e um compromisso efetivo com sua comunidade.” 

Há um tempo de plantar a semente. Outro é aquele para ajudar a desenvolver uma vida que foi se cultivando naqueles corredores. Há um tempo em que a semente amadurece, cresce e deseja sair para a grande aventura humana. Esse é o momento atual. Voltem sempre para as escolas onde viveram a magia  sobre a arte de conversar e a paixão do encontro humano. Sejam felizes!  Torcemos por vocês!

Autor: Carlos Alberto Barcellos - Professor
Sugerido por: ONG Parceiros Voluntários - canb@cpovo.net


   
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