De Tribo para Tribo
Postado por:
Veridiana M
01/09/2010 10:51
Alunos solidários, alunos felizes...

O Dia do Estudante no Colégio Sinodal Progresso (CSP) de Montenegro foi além das expectativas. Além do lanche oferecido, do recreio mais prolongado, da música trazida pelos próprios alunos da Escola, os estudantes vivenciaram momentos de solidariedade com a Tribo Alegrarte.
Neste dia de muita festa e comemoração, a solidariedade estava presente no coração feliz de nossos estudantes, quando foram arrecadados 30kg de alimentos não perecíveis e 20 unidades de produtos de higiene.
Após, realizaram uma visita a Casa de Repouso Monte Sinai, os parceiros voluntários do CSP entregaram os alimentos e produtos de higiene (arrecadados anteriormente), convivendo junto aos idosos, em uma tarde de muito carinho e aprendizagem. Neste dia, passearam com vovôs e vovós, ouviram histórias de vida, jogaram cartas, pintaram unhas e, o mais importante distribuíram e receberam: carinhos, abraços, beijos...
Esta tarde trouxe muita felicidade àqueles vovôs e vovós com tanto a ensinar e a contar; porém, felicidade maior estava estampada em nossos parceiros que, a cada dia, aprendem o quanto a solidariedade provoca equilíbrio e paz no coração.
Abraços a todos...
Tribo Alegrarte - Montenegro/RS

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  17/2/2010 00:00  
 
Desafios do Recomeço
Eles chegam barulhentos. Os abraços correm soltos em cada ambiente escolar. Muitos, chegam pela primeira vez. Bate um friozinho danado. Falam de  férias, como se quisessem contar tudo em dois ou três momentos. A magia do ano letivo está começando. Nos corredores da educação infantil é uma lição de vida marcada pela novidade. Aquelas crianças chegam para viver o encontro  tão esperado com sua professora tão aguardada.  Esses mestres e sua habilidade em  apresentar a escola para quem começa seus primeiros passos,são verdadeiros diamantes.  Lições de socialização que vão se incorporando ao cotidiano de cada criança.  A partilha  dos objetos escolares,    o momento da chamada rodinha, formam noções de civilidade, criando um clima cooperativo. Lá está ela, aquela mestra, fazendo as mediações , contribuindo na gradativa ambientação . Os primeiros anos são essenciais para a vida escolar que está começando.

Um pouco mais adiante, outras mudanças começam a acontecer. As  mudanças corporais se manifestam. A adolescência chega à escola. Chega a crise do corpo que muda com todas as suas inseguranças. E o que falar das mudanças de humor? Ingressa na escola o universo tribal traduzido nas roupas, nos cortes de cabelos, na curtição dos estilos musicais.  Aqui estão aulas que não aprendemos nos bancos universitários. Esse conhecimento em muito nos ajudará a entender o universo juvenil.

Chegam adolescendo, testando limites e  exigindo firmeza. Sonham com  mestres que saibam harmonizar construção de um conhecimento sólido com a necessária lucidez para entender essa pororoca de hormônios à  flor da pele. Competências e habilidades vitais para mudar uma realidade pautada pelo senso comum. Temas cruciais para  esse momento existencial ,pode ser um significativo gancho na arte de ensinar.

Deixar de lado questões como sexualidade, drogas, bullying  álcool, um ano eleitoral é negar a missão que temos em  formar uma geração com qualidade de vida. Ensinar a pensar , trazendo o mundo externo para dentro do debate da sala de aula. Escola da vida se encontrando com a vida da escola.

O verbo escolher não escapa dos desafios  pedagógicos. Questões intrincadas ligadas ao mundo do trabalho geram insegurança. Há no ar  uma grande sede em compreender o que significa a construção de um  projeto de vida.  Para muitos alunos aqui já terão se passado algo em torno de quinze anos. Chegaram crianças e saem para a vida em sociedade , levando  consigo os alicerces desenvolvidos em sua vida escolar. Marcas  de uma educação moldada a cada ano letivo.

Somos, instituições e educadores, fontes importantes na vida de nossos educandos. O ano letivo que começa, passa pela forma  como o organizamos. Começa, já no primeiro dia de aula, um momento muito sensível para traduzir, com palavras e gestos, o quanto que para nós significa o verbo acolher.

A esperança trazida pela comunidade de alunos precisa ser corporificada pela energia de uma escola disposta a ser resposta de vida em 2010. Pé na estrada. Fé  na vida. Vamos lá fazer o que será.

Carlos Alberto Barcellos
Professor
                          
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Fonte: Carlos Alberto Barcellos



   
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