De Tribo para Tribo
Postado por:
Veridiana M
01/09/2010 10:51
Alunos solidários, alunos felizes...

O Dia do Estudante no Colégio Sinodal Progresso (CSP) de Montenegro foi além das expectativas. Além do lanche oferecido, do recreio mais prolongado, da música trazida pelos próprios alunos da Escola, os estudantes vivenciaram momentos de solidariedade com a Tribo Alegrarte.
Neste dia de muita festa e comemoração, a solidariedade estava presente no coração feliz de nossos estudantes, quando foram arrecadados 30kg de alimentos não perecíveis e 20 unidades de produtos de higiene.
Após, realizaram uma visita a Casa de Repouso Monte Sinai, os parceiros voluntários do CSP entregaram os alimentos e produtos de higiene (arrecadados anteriormente), convivendo junto aos idosos, em uma tarde de muito carinho e aprendizagem. Neste dia, passearam com vovôs e vovós, ouviram histórias de vida, jogaram cartas, pintaram unhas e, o mais importante distribuíram e receberam: carinhos, abraços, beijos...
Esta tarde trouxe muita felicidade àqueles vovôs e vovós com tanto a ensinar e a contar; porém, felicidade maior estava estampada em nossos parceiros que, a cada dia, aprendem o quanto a solidariedade provoca equilíbrio e paz no coração.
Abraços a todos...
Tribo Alegrarte - Montenegro/RS

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  9/3/2010 00:00  
 
Temas de casa de uma escola educadora
Se perguntássemos a nossos alunos onde fica Tegucigalpa, tempos atrás, correríamos o risco de uma resposta rumo ao desconhecido. O Haiti entrou pela janela de nossa casa, ingressou nas salas de aula, é tema de colóquios, aqui e acolá.  Quando tecermos nosso olhar sensível sobre a canção”  Haiti” do Caetano Veloso, veremos que é possível fazer uma análise da letra atualizada. O Brasil de hoje, apesar de suas desigualdades, está longe do  pesadelo  que vivem nossos irmãos  haitianos. A geografia do mundo precisa ser escancarada para nossas comunidades  escolares. É  uma questão central de educação para a cidadania.  Educar para um olhar permeado por uma sensibilidade e solidariedade histórica, é contribuir para que a geração que aqui está, se aproprie da realidade que a cerca.  Incentivá-los para viver seu projeto de vida é tarefa recorrente de qualquer escola. A escola da vida passa na vida da escola.

Se parássemos para pensar , tempos atrás ,o que são bondes e tribos ,estaríamos muito distantes do pensamento social dos dias de hoje. Compreender o Fenômeno  Juvenil que está posto ,é tarefa de casa de todos nós educadores. Entender que essa forma de organização costurada pela cultura da banalização humana e da barbárie, permite que busquemos, coletivamente, as saídas para reverter, mesmo que em parte, esse caldo de indiferença, é  ato pedagógica vital.  É preciso ir além do preconceito social. Bondes e tribos estão em todas as esferas sociais. O episódio acontecido no Parque da Redenção em Porto Alegre, domingo passado, não pode ser apenas uma notícia de uma crônica  policial. É preciso ir além da fala pedagógica correta. Imagino que a arte, a dança, o teatro e a música sejam  ferramentas  de leitura social adequadas. O grafite, por exemplo, pode ser um significativo instrumento de educação  para a paz.  Os ensaios  pedagógicos sérios, já feitos, confirmam essa tese. O mesmo se aplica para a capoeira , forte elemento agregador de grupo em torno de um ritmo que convida ao desarmamento de corações.  Talvez isso tudo exija que a escola se abra para sua comunidade. Afinal, não é isso mesmo que buscamos como instituição educadora?

E o que falar do bullying? Agressores, agredidos e indiferentes convivem no mesmo espaço. Um princesa japonesa colocou no palco da vida a chamada violência recorrente com todos os sintomas que a mesma provoca. Vemos esse cenário todos os dias. Muitas vezes reforçado pela conduta de pais que educam seus filhos para uma cultura onde deve prevalecer a lei do mais forte. Aqui, o cinema é um forte aliado para aprofundarmos como se manifesta o bullying.   Trazer o conteúdo visto para a realidade vivida, é desenvolver  competências e habilidades, palavras fortes numa pedagogia que nos desafia para ir além do conteúdo ministrado.  Essa associação entre conhecimento e vivência cidadã, é o legado que podemos deixar para as  gerações que passarão por nossas mãos.

Poderíamos ir longe nessa reflexão.  Que escola queremos? Que comunidade de educadores somos nós? Que conceitos sobre ética desejamos ensinar? Que perguntas vitais a realidade que nos cerca,nos faz formular? Sim,  somos o que fazemos com  o nosso tempo.

Carlos Alberto Barcellos
Professor

Fonte: Carlos Alberto Barcellos



   
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