De Tribo para Tribo
Postado por:
Veridiana M
01/09/2010 10:51
Alunos solidários, alunos felizes...

O Dia do Estudante no Colégio Sinodal Progresso (CSP) de Montenegro foi além das expectativas. Além do lanche oferecido, do recreio mais prolongado, da música trazida pelos próprios alunos da Escola, os estudantes vivenciaram momentos de solidariedade com a Tribo Alegrarte.
Neste dia de muita festa e comemoração, a solidariedade estava presente no coração feliz de nossos estudantes, quando foram arrecadados 30kg de alimentos não perecíveis e 20 unidades de produtos de higiene.
Após, realizaram uma visita a Casa de Repouso Monte Sinai, os parceiros voluntários do CSP entregaram os alimentos e produtos de higiene (arrecadados anteriormente), convivendo junto aos idosos, em uma tarde de muito carinho e aprendizagem. Neste dia, passearam com vovôs e vovós, ouviram histórias de vida, jogaram cartas, pintaram unhas e, o mais importante distribuíram e receberam: carinhos, abraços, beijos...
Esta tarde trouxe muita felicidade àqueles vovôs e vovós com tanto a ensinar e a contar; porém, felicidade maior estava estampada em nossos parceiros que, a cada dia, aprendem o quanto a solidariedade provoca equilíbrio e paz no coração.
Abraços a todos...
Tribo Alegrarte - Montenegro/RS

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  22/2/2010 00:00  
 
E se fôssemos desistentes?
Daqui há pouco começam as  aulas. Escolas receberão crianças e jovens  que trazem consigo sentimentos muitas vezes opostos. Muitos chegam carregados da curiosidade sadia diante do desafio de mais um ano letivo. Outros ,chegam pela primeira vez, carregados pelas mãos de seus pais. Quem será minha primeira professora? Quem serão os colegas com quem irei brincar e aprender?

Muitos chegam mergulhados no vazio existencial. Um olhar distante, revela a ausência de laços afetivos. O que  pode representar a escola para esses quase desistentes? Ouço, aqui e acolá, que não é possível fazer educação. Façamos de contas que isso seja verdade. Não posso ser professor, porque os poderes constituídos tratam educação como uma sucata.  As condições de trabalho inexistem, tanto as  de caráter material, quanto de formação.   Sim, isso tudo é uma grande verdade. Então, só  me  resta entregar os pontos. Dane-se a geração que acaba de chegar em minha escola. Quando tocar o sinal para início das aulas anunciarei que não poderei ser professor.  Façam o que quiserem, vão para os corredores e se ocupem com o que quiserem. Qual será o final dessa história?

Maravilha tudo isso, dirão os que traficam a vida. Os vendedores da ilusão da droga ,tenha ela o nome que  tiver, sentirão como se estivessem em casa. Estamos diante de uma encruzilhada.   O  “ Entre os muros da escola”  real ,exige uma escolha de nossa parte. “ Escritores da liberdade “, outro filme magnífico,  estimula nossa teimosia . Somos educadores dispostos a aprender e ensinar lições de vida que sejam para toda a vida.

Amanhã tem aula. Quando abrirmos   as portas daquelas salas de aula, iremos nos  deparar com um grupo que estará a nos  olhar. Seus olhos falarão de muitas coisas. Alguns com roupas velhas e mochilas surradas.  Outros com material escolar novo, arrumados, revelarão poder aquisitivo, nem sempre associado a presença de adultos saudáveis. Que estão eles a fazer naquelas salas de aula?

Aquele olhar brilhante daquela criança de cinco anos quando vê sua professora chegar, é impagável.  Aquele mestre que circula no meio dos adolescentes sem trocar papéis, torna-se fundamental numa etapa em que eles estão procurando referências humanas.
                           Há uma novidade a ser escrita. Um ano novo com seus desafios e questões emblemáticas. Se o desafio é organização como  grupo, sejamos defensores da causa da educação. Não falei, defensores desse ou daquele sindicato . Educar é muito mais que isso. Se nos falta clareza sobre o rumo de nosso projeto pedagógico, é mais do que hora de pensarmos sobre ele. Afinal, quais sãos as diretrizes que sustentam nosso jeito de ensinar como coletivo?  É claro que  instituições e seus instituidores são peças importantes. Se tivessem essa clareza, poderíamos dizer que constituem a alma de um escola, exemplos a serem seguidos. A burocracia emperra o sonho e acomoda nossas vontades.

Começa aqui uma caminhada.   Penso que cada criança e cada jovem deseja encontrar um parceiro na aventura do aprender lições sábias de conhecimento e vivências permeadas pela cidadania, pela ética e pelo cuidado.

Carlos Alberto Barcellos
Professor

Fonte: Carlos Alberto Barcellos



   
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